RADIAÇÃO CONSTANTE EM CONHECIMENTO

E RESPOSTAS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

01) O que é argamassa baritada?

R: A argamassa é um composto de areia, cimento e aglomerante, destinada a regularizar ou preencher uma superfície qualquer na construção civil. A argamassa baritada é um composto que por ter agregado um minério de alta densidade “barita” ou sulfato de bário hidratado (BaSO4) presta-se à proteção radiológica. A sua alta densidade resultante, se comparada à densidade de uma argamassa tradicional, absorve mais radiação e é de fácil aplicação. A densidade do produto final fica com cerca de 3,2 g/cm3, sendo radiopaca para feixes de raios-x de média e baixa energia. Seu sucesso no mercado de construção civil dá-se pelo valor econômico em relação ao custo do chumbo e pela facilidade de aplicação, não necessitando de mão de obra especializada.

 2) Como preparar a argamassa baritada?

R: A argamassa que o Senhor Está recebendo é uma pré mistura pronta para aplicar, basta acrescentar água como nas outras argamassas de reboco convencional já comercializadas em diversas casas do ramo. Misturar com água com enxada em uma masseira convencional que esteja limpa e desengraxada e livre de resíduos de cal até o ponto de reboco. Pode-se usar as betoneiras elétricas ou manuais  mas não ultrapassar a quantidade de 8 a 10 sacos (250 Kg) por batida.

 03) Como aplico a argamassa baritada?

I) Parede nova.
II) Parede velha (já pintada).

I) Parede nova:

1) Regularizar a parede com argamassa convencional sobre o chapisco no tijolo.
2) Reguar mas não desempenar.
3) deixar no prumo e regular, mas o mais áspera possível. (Por ser muito pesada a argamassa baritada necessita de uma ancoragem ou ponto de apoio para fixar-se.)
4) Aplicar a argamassa obedecendo a seguinte seqüência:
a) Verificar no projeto de radioproteção se todas as barreiras receberão a barreira adicional.
b) Checar qual a espessura necessária de blindagem em cada parede.
c) Para cada espessura (ex; 1 cm; 1,5 cm; 2 cm) confeccionar mestras de madeira cepilhada/aplainada com cerca de 220 cm de comprimento (altura da blindagem) e 2 a 3 cm de largura. Fazer no mínimo 4 mestras, sendo três para a vertical e um no acabamento superior.
d) Fixar as guias na parede com pregos ou com a própria massa. Não fazer panos muito largos. Procurar fazer por etapas de 60 a no máximo 80 cm de largura cada painel.
e) Após bater a massa até o ponto de reboco (*), chapar com a colher como usual e usar a régua de pedreiro  para cortar (uniformizar).
Corte conforme indicado na figura e então preencha o vão com massa. Isto irá evitar uma possível formação de trincas devido a cura e secagem diferente das duas massas aplicadas.
(*) Ver como preparar a argamassa baritada.
f) Alisar com desempenadeira lisa para acabamento final, do tipo da usada para calfinar ou queimar cimento. Use uma boa desempenadeira!
g) Retirar as mestras para usar no próximo painel tomando o cuidado de chanfrar o vão com a lateral da colher de pedreiro antes de preenchê-lo, de forma a evitar trincas devido a secagem diferente das massas novas e recém curadas.
h) Após cura de cerca de 2 a 3 dias, a depender do tempo, lixar a aplicar, se desejar, massa corrida para uma regularização final. Não use cal fina!
Observação; Use um madeirit de apoio no piso para poder reaproveitar a massa limpa que se precipita repondo-a na masseira.

II) Parede já existente:
 
1) Repicar toda a parede que deverá ser revestida.
2) Aplicar chapisco fino mas forte com massa 3:1 (três baldes de areia para um balde de cimento - sem cal!) O chapisco deve recobrir toda área mas não deve ficar grosso. ( O ideal é usar uma peneira segurada por um auxiliar) Não esquecer de umedecer respingando com uma broxa a parede antiga (seca) antes de aplicar o chapisco.
3) Após cura do chapisco, seguir a seqüência a partir do 4 a) do item anterior.

 04) Posso aplicar a “argamassa baritada” sobre uma parede de gesso cartonado? (Drywall)

R: Sim , desde que a superfície seja adequadamente preparada para recebê-la. Sendo uma massa de alta densidade, a “barita” necessita estar bem ancorado para não se desprender da parede. Assim, é necessária a aplicação de uma mistura de cimento e cola sobre as placas de gesso. Esta mistura deve ser “aplainada” com uma espátula dentada, de forma a que a superfície fique com arestas que servirão para sustentar e conter a argamassa baritada. Utiliza-se na prática de misturas prontas desenvolvidas para fixação de ladrilhos e azulejos e comercializadas em casas de material de construção. Sobre esta superfície dentada então se aplica a argamassa baritada seguindo as mesmas instruções já explicadas anteriormente.

 05) Como monto uma clínica de diagnóstico por imagem?

R: Para começar, um projeto bem elaborado é a prevenção adequada à futuros problemas.
a) Definir que serviço deve oferecer.
b) Checar as áreas necessárias para cada serviço e seu apoio.
Exemplos: sala de raios-x  necessita + câmara escura + sala de laudos + depósito de chapas. O Ultra-som necessita de banheiro próximo.
c) Conferir se as áreas desejadas estão de acordo com o exigido pela legislação. (Anvisa RDC 50/02)
d) Submeter os projetos a aprovação prévia da VISA local. – Esta seqüência tem sido negligenciada e freqüentemente gera problemas de adaptações posteriores a construção mas anteriores ao seu funcionamento liberado e conseqüentemente ao seu credenciamento junto aos convênios, pois a licença sanitária é obrigatória para funcionamento legal de unidades prestadoras de serviços em saúde. Solução, contratar a Nucleo a qual providencia sua interação com os arquitetos e engenheiros.

 06) De que se compõe um serviço de radiologia?

R: De uma sala de exames adequada. Uma cabine de comando (ou biombo fixo). Uma câmera escura para processar as imagens latentes na película (filme). Uma câmara clara para identificação e registro dos pacientes. Nesta deve haver um negatoscópio para uma aferição preliminar da imagem obtida. (se há necessidade de repetição do exame) Um vestiário ou trocador de roupa (pode ser um biombo na sala dependendo do movimento do serviço) . Caso se vá executar exame contrastado deve haver um banheiro junto a sala de exames, caso contrário apenas uma pia para lavar as mãos. Deva haver um lugar para espera e guarda de macas. Os acessos devem prever a passagem de cadeirantes. Uma sala de laudos com silêncio e luz de intensidade regulável (tipo dimmer) e espaço para uma biblioteca de referência e ao menos dois negatoscópios duplos (dois corpos). Um local arejado e seco para depósito de películas virgens. Uma sala para digitação dos laudos. Uma sala administrativa além da recepção e espera. Fazem parte também das necessidades básicas da instalação uma copa, um DML (depósito de materiais de limpeza), um almoxarifado de porte condizente com o serviço e uma área de RSS (resíduos de serviços de saúde) É aconselhável um guichê destinado unicamente a entrega de exames. Prever também o acesso a ambulâncias e estacionamento.

 07) O que é necessário para se obter  licença sanitária de minha clínica?

R: Clínicas que utilizam raios-x e outros aparelhos emissores de radiação ionizante, devem tirar um alvará específico junto a vigilância sanitária. Com pequenas diferenças de aplicação de estado para estado, temos o seguinte:

  • Atendimento a RDC 50/02

Itens mais comumente verificados:
- Existência de sanitário para cadeirantes.
- Distância entre equipamentos e paredes mais próximas de acordo com as mínimas exigidas.
- Existência de DML e lixo (RSS)
- Acesso de macas e larguras de corredores.

  • Atendimento a Portaria 453

Itens mais verificados:
- Existência e apresentação de um projeto de radioproteção contendo o layout e o memorial de cálculo de blindagens das barreiras.
- Levantamento radiométrico dos aparelhos        em funcionamento dentro da data de      validade.
-Apresentação de um PPR – Plano de proteção radiológica contendo a programação e/ou relatórios de controle de qualidade dos equipamentos instalados.

  • Na vistoria de liberação:

- Uso de dosímetros pessoais
- Programação visual com adesivos e placas de advertência.
- Sinalização de advertência para uso de aventais, pacientes grávidas, acompanhantes,...
- Sinalização luminosa sobre as portas das salas de exames de raios-x em uso.
-Existência e utilização adequada de livros de registro com os assentamentos dos pacientes e exames realizados com suas técnicas.

Ao se solicitar pela primeira vez a licença sanitária, ou alvará de funcionamento, (não na renovação) deve-se apresentar uma planta geral do estabelecimento (em escala 1:50) contendo em seu layout:
- O posicionamento dos equipamentos.
- A distância entre a parede ou biombo e o ponto de maior deslocamento do tubo.
- A identificação das paredes e portas conforme o memorial de cálculo das blindagens.
- A espessura e o tipo de revestimento (barreira) adotado com blindagem. (chumbo ou barita)
- O projeto de radioproteção assinado por físico especialista.
- A transcrição de outros dados referentes às áreas e sua ocupação conforme o projeto de radioproteção devem também constar na planta a ser aprovada, assim como o fabricante e o modelo do equipamento a ser instalado. Esta planta deve ser assinada pelo proprietário ou representante legal e também pelo arquiteto ou engenheiro que esteja devidamente cadastrado no CREA da região.
RESUMO: Apresentar petição, projeto de radioproteção e planta com todos os dados gerais.

 08) O que é um projeto de radioproteção?

R: O estudo do local de exames, o cálculo das espessuras de blindagens necessárias e a avaliação das barreiras existentes resumem esta definição de projeto de radioproteção. Este projeto deve ser necessariamente feito por um físico especialista. Um bom projeto de radioproteção contempla a análise dos riscos e benefícios existentes no serviço e deve orientar a execução de todas as barreiras protetoras destinadas a tornar seguro o ambiente de trabalho e suas vizinhanças. É exigido pela portaria 453 da ANVISA para licenciar qualquer instalação com raios-x de uso médico.

 09) Qual a legislação atual sobre clínicas de radiologia?

R: A ANVISA Agência Nacional de Vigilância Sanitária e o Ministério da saúde publicam as Normas que regem o uso de radiações ionizantes na medicina, e em especial as diretrizes para ambientes prestadores de serviço em saúde. A norma máxima é a RDC 50/02, foi publicada em substituição a Portaria 1884 e, é quem determina as áreas e dimensões mínimas dos ambientes além de relacionar os quesitos básicos de infra-estrutura de atendimento. A portaria 453 de 1/06/1998 é a que trata dos procedimentos operacionais e da licença do serviço em si.
Para obter cópia do texto integral da Portaria 453, clique aqui.
Para obter cópia da RDC 50/02, clique aqui.
Para os seus complementos; RDC 189, clique aqui.
Para RDC 307, clique aqui.
Além destas, há outras legislações complementares que versam sobre procedimentos específicos, como a RE 1016 (para obter cópia clique aqui) que trata do controle de qualidade em radiodiagnóstico médico e, a RDC 20 (para obter cópia clique aqui) que trata dos procedimentos em radioterapia, além da RDC 38 (de 04/06/2008) (para obter cópia clique aqui)  que normatiza a Medicina Nuclear.

OBSERVAÇÃO:

A CNEN – Comissão Nacional de Energia Nuclear, não licencia serviços de diagnóstico por imagem (ver item 27). A CNEN legisla sobre os princípios básicos e sobre os valores máximos de dose e exposição permissíveis. No entanto, os serviços de medicina Nuclear e de Radioterapia, devem possuir licença também junto a CNEN por manipularem fontes de radioativas e equipamentos de grande porte emissores de radiações ionizantes. Neste caso, neste endereço (site da CNEN) você encontra todas as normas específicas.

 10) Qual é a espessura de blindagem que devo usar nas minhas paredes?

R: As barreiras protetoras para salas de raios-x devem ser calculadas por um físico especialista em um projeto de radioproteção. As salas de radiologia variam de acordo com sua utilização, energia do feixe, quantidade e técnica das radiografias feitas, tipo de equipamento utilizado e grau de ocupação das áreas vizinhas. Estes são alguns mas não todos os parâmetros usados para se estabelecer um memorial de cálculo de blindagens. Este documento é necessário para a obtenção da licença sanitária, ou alvará de funcionamento de todas as clínicas ou unidades de assistência à saúde do Brasil. A legislação qua a regulamenta é a Portaria 453 de 08/06/1998 da ANVISA. Sendo assim, de nada adianta fazer as blindagens das paredes e portas se não houver o documento comprobatório de sua eficácia e a assinatura do responsável pelos cálculos.
            Para fins de estimativa de quantidades pode-se tomar como regra de mão:
a) Clínicas odontológicas com aparelho periapical costumam ter como blindagem 1,0 cm de argamassa baritada aplicada em toda parede até a altura de 220 cm do piso acabado.
b) Clínicas com aparelho panorâmico devem aplicar 2,0 cm na direção do feixe e 1,5 cm de espessura de argamassa baritada na direção do feixe espalhado. (Normalmente local do comando do equipamento)
OBS: Devido ao deslocamento do tubo (feixe primário) por um ângulo de 120° a 180° durante a radiografia, considera-se um semi-círculo representando o feixe primário. (*) DESENHO / Ilustrar.
Recomenda-se o uso de cabines fechadas para maior proteção do operador neste tipo de equipamento. A porta deve receber uma proteção de 1,5 mm de chumbo, em especial no caso de ser utilizada também como biombo protetor. Este é o caso em que coloca-se (instala-se) um visor na porta e o comando fica do lado de fora, junto com o acesso da sala. Relembrar que o tratamento da legislação (RDC 50/02) exige as mesmas considerações de distância do aparelho às paredes que as aplicadas nos raios-x médicos em geral.
c) Salas de raios-x de pequeno porte podem considerar para efeito de quantificação de material apenas, o revestimento de 2,0 cm de argamassa baritada para a parede do Bucky e 1,5 cm nas demais, sempre com a altura mínima de 220 cm do piso acabado.

 11) Que cuidados devo tomar com um raio-x?

R: Em primeiro lugar, ver se a radiografia é necessária ou se há algum outro exame que a substitua. Certifique-se de que o aparelho que está utilizando possui registro junto ao Ministério da Saúde e que sua manutenção está em dia. Verifique se foi feita a verificação da fuga de cabeçote e se a colimação é eficiente. Quanto ao ambiente, informe-se se as paredes e principalmente o biombo foram devidamente blindados. Certifique-se de que o visor utilizado para observar o paciente é apropriado. Respeite sempre as regras básicas da radioproteção. Use sempre o dosímetro pessoal. (ver questão 31) Solicite uma cópia do projeto de radioproteção específico. (Deve ser mantida uma cópia no serviço, conforme determina a Portaria 453) Se houver necessidade de segurar (conter) o paciente use e faça com que usem os EPI apropriados. Verifique a periodicamente a integridade dos aventais plumbíferos. Evite repetições de exames. Obedeça às técnicas estabelecidas pelo fabricante do equipamento, não “corrija” exposições inadequadas com compensações que alterem o processamento da imagem latente. Use sempre produtos químicos de origem qualificada e que estejam dentro de suas datas de validade. Cheque diariamente a sua saturação. Providencie uma regular manutenção em sua processadora automática.

 12) A que distância dos raios-x devo ficar para estar em segurança?

R: Isto depende de vários fatores. Em primeiro lugar vem a questão de que tipo de exame é realizado e a quantidade de raios utilizada. Há feixes que são mais energéticos e portanto mais penetrantes. A colimação do feixe é outro ponto a ser considerado. Em qualquer caso porém, prevalece a lei do inverso do quadrado da distância. Ou seja, a radiação incidente diminui na proporção de 1/d2, sendo d a distância entre o observador e a fonte.
Então temos, por exemplo, que a 2 metros da fonte a exposição será:
1/22 = 1/4  ou 25% da exposição a um metro. A três metros temos: 1/32 = 1/9.
Então resta saber quanto é que temos de carga a um metro e qual a energia utilizada no exame para saber a que distância está seguro.
Se o movimento (número) de exames  for grande, com certeza a 4 m (1/16) ou a 5 m (1/25), pode ainda representar um risco. Lembrar que o feixe primário se propaga em linha reta e após atingir o seu alvo (paciente) parte dele se espalha, como que, iluminando o ambiente em seu redor. Para a radiação espalhada vale a mesma regra, portanto mantenha distância deste foco também.

 13) A que altura devo instalar o visor radiológico?

R: A altura ideal é aquela na qual o operador consegue observar o paciente de forma que o visor esteja posicionado com a metade de sua altura no mesmo plano do eixo de seus olhos. Para uma sala de raios-x onde o operador trabalha ereta (de pé), esta altura corresponde a aproximadamente130 cm da base do visor ao piso acabado. Isto se considerando uma pessoa de estatura mediana e um visor de 50 x 30 cm com o lado maior como base. Um visor de maiores dimensões pode ter a sua altura da base reduzida em direção ao piso.
A altura em excesso apenas proporciona uma visão maior do teto!
DICA: É preferível observar melhor a sala!
Para outros equipamentos onde se trabalha sentado e utiliza-se um tamanho de visor maior, como em salas de tomografia, a altura média da base ficará entre 80 a 100 cm da base ao piso. Valendo aqui a mesma regra do raios x quanto ao tamanho e altura.
Lembrar que do comando deve ser possível observar os acessos à sala.   Veja Aqui!

 14) Que espessura de chumbo devo utilizar para me proteger dos raios-x?

R: A espessura deverá ser proporcional a vários fatores, entre eles a energia do feixe incidente (característica do tipo de equipamento e do aparelho utilizado), as quantidades de exames feitos semanalmente, a ocupação da área a ser protegida e a freqüência de uso do feixe de raios-x nesta direção. Por exemplo: atrás do bucky é um ponto de cuidado extremo pois cerca de 50% dos exames realizados na sala são, em média, feitos na estativa vertical. Um valor habitual para este ponto é de 2,00 mm de espessura de chumbo (Pb), no entanto, a depender das condições do serviço este valor poderá ser maior ou menor. A espessura correta é necessariamente determinada por um projeto de radioproteção específico e sua eficácia deve ser comprovada por radiometrias posteriores. Para radiologia oral onde temos em média, feixes de 70 Kv com 8 mA, colimados em 6 cm de diâmetro, costuma ser suficiente a adição de 0,60 mm de espessura de chumbo. Salas de mamografia que trabalham com feixes de baixa energia (tipicamente 28 Kv) necessitam de blindagens ainda inferiores.

 15) Que área deve ter uma sala de exames de raios-x?

R:   Uma sala de radiologia deve ter suas dimensões condizentes com o serviço a ser nela prestado. Deve permitir o acesso a macas (quando for o caso) de forma a poder manobrá-la e posicioná-la facilmente ao lado da maca de exames permitindo uma ágil transposição do paciente. Deve estar projetada de forma que do posto de comando o técnico possa observar tanto o paciente (se não se move) durante o exame, como se ninguém acessa inadvertidamente a sala. Deve ter espaço para comportar os acessórios de apoio necessários incluindo injetoras de contraste e colimadores de campo. As dimensões mínimas estão determinadas na RDC 50/02 onde basicamente temos: 1,50 m de distância de qualquer barreira (biombo, parede ou porta) do ponto de maior deslocamento do tubo emissor. Na prática para a maioria dos aparelhos de raios-x fixos nos dá uma lateral mínima de 330 cm e longitudinal de 450 cm, a depender da posição do biombo de comando. Uma sala de mamografia deve ter dimensões mínimas de 300 por 260 cm, seguindo o mesmo raciocínio. Veja aqui alguns croquis ilustrativos destas dimensões conforme exige a RDC 50/02.

 16) Como planejo / projeto uma clínica de diagnóstico odontológico / radiologia oral?

R: A NUCLEO em parceria com diversos escritórios de arquitetura, tem orientado na execução do layout do estabelecimento com avaliação de fluxos e áreas conforme as normas da vigilância sanitária e considerando o dia a dia de cada serviço. Podemos auxiliar no projeto arquitetônico além de calcularmos e fornecermos todo material de proteção necessário, incluindo a documentação, material de construção (portas, visores, proteção para as paredes) e equipamentos de proteção individual (EPI) como aventais, dosímetros, etc.
Em resumo: Entre em contacto conosco!

 17) Onde posso comprar argamassa baritada, chumbo, vidro plumbífero, visor radiológico, biombos...?

R: A NUCLEO fornece todos os materiais de segurança que o seu serviço necessita. Despachamos para todo Brasil. Verifique conosco, quais materiais deseja. Informamos que além de fornecer os materiais assessoramos a sua aplicação ou instalação.
Conforme aprovação de seu cadastro podemos parcelar o pagamento e faturarmos com boletos bancários para facilitar o seu pagamento.
Lembramos que todos os nossos produtos têm 5 anos de garantia!

 18) Que tipo de avental e sua espessura devo usar?

R: Os aventais plumbíferos fazem parte dos EPI [Equipamento de Proteção Individual] utilizados em radiologia. Há diversos modelos de aventais disponíveis no mercado. Lembrando que a utilização de EPI não deve substituir a proteção coletiva ou os dispositivos de contenção físicos (Biombos, colimação barreiras protetoras). De acordo com a energia do fóton, deve-se utilizar aventais com espessura equivalente em chumbo de tal forma que o usuário esteja protegido sem se submeter a um equipamento que se mostre indevido ergonômico. Ou seja, se o avental disponível é muito pesado ou incômodo para o número de horas que deverá ser utilizado, duas providências podem ser tomadas: Ou se revê o dispositivo utilizado, ou a rotina do serviço. Geralmente em serviços de hemodinâmica, que tem procedimentos com longa duração de exposição à radiação, usa-se um conjunto de colete e saiote que distribui melhor o peso pelo corpo e assim como nos centros cirúrgicos, os aventais com 0,25 mm de equivalência são os mais recomendados. Nos raios-x gerais usa-se mais comumente o de 0,50 mm de equivalência em Pb pois o seu uso não é contínuo, mas em ocasiões especiais. Lembrar que um avental ou óculos ou protetor de tireóide apenas atenuam a radiação e não a eliminam. Exemplo, o avental de 0,25mm de equivalência em chumbo retém 50% da dose incidente em feixes de 100 Kv e  cerca de 75% de feixes de 75 Kv.

 19) Que serviços de apoio deve possuir uma sala de tomografia?

R: Uma sala para preparo de pacientes. Uma sala para recuperação pós-anestésica, a qual pode ter seu uso compartilhado. Uma sala de comando isolada mas com acesso direto (porta) para a sala de exames. Este acesso particular é em especial útil no caso de uma intervenção clínica ao paciente durante um exame. Um local para processamento de imagens e uma sala de laudos com intensidade de luz variável. Todas as salas de diagnóstico devem possuir um local para desinfecção, preferencialmente um a pia interna.

 20) Quais os acessórios básicos para montar uma câmara escura?

R: Processadora automática de filmes e seus tanques de químicos e uma mesa de apoio da processadora. Serviços de pequeno porte podem ter um tanque anual com três cubas para revelação. A sala deve possuir uma lanterna de segurança que esteja posicionada a pelo menos 1,5 metros de distância do balcão de manipulação dos filmes. Deve ter um exaustor, um identificador radiográfico que pode ser eletrônico ou então uma coleção de dísticos e números de chumbo para identificar o paciente e a incidência da chapa (D e E, AP e PP). Deve possuir um tanque para limpeza dos racks de tamanho compatível com os mesmos.

 21) Quanto tempo devo aguardar antes de entrar em uma sala onde foi feito um raio-X? A radiação deixa resíduos no ambiente?

R: Sendo uma onda eletromagnética a radiação dos aparelhos de raios-x se propaga na mesma velocidade que a luz. Seria como perguntar, por exemplo, após apagar a luz de um quarto quanto tempo ele ainda permanece iluminado, a resposta é: nenhum! Não há resíduos, a peça não fica radioativa. A radiação é absorvida no interior da sala pelo paciente, pela maca, pelas paredes e piso instantaneamente após ser gerada. Da mesma forma o paciente não fica com radiação após ser radiografado.

 22) O que são os raios-x? O que é radiação ionizante?

R: Os raios-x são um tipo de radiação (onda) eletromagnéticas descobertas em 1895 por um físico alemão chamado Willian Conrad Roentgen que ao desconhecer que tipo de onda provinha de suas experiências com descargas elétricas em um tubo de vácuo e descobrir nelas a propriedade de atravessar objetos sem saber qual a sua origem as denominou de raios x. A radiação ionizante é uma característica do raio x de ionizar partículas pelo caminho que percorre ao atravessar a matéria. A sua interação com a matéria produz íons no meio na qual ela se desloca.

 23) O que são raios cósmicos?

R: São radiações eletromagnéticas vindas de fontes externas ao nosso planeta. Elas se originam nas estrelas (como o sol), do centro de nossa galáxia e mesmo de outras galáxias próximas. Esta radiação pode ser composta de partículas altamente energizadas como os Prótons, raios gama e outras sem carga como os neutros e neutrinos. A Terra, como qualquer outro corpo celeste está sujeita a diversos tipos de emissões advindas do cosmo, daí o seu nome. Assim como a atmosfera nos protege atuando como escudo contra meteoritos que se queimam ao ingressar na nossa atmosfera, o ar que nos cerca também bloqueia a energia ultravioleta e outras radiações. Este é o motivo inclusive de não se recomendar tomar banho de sol  ao meio dia, pois com o sol “a pino” seus raios atravessam uma camada menor da atmosfera, atuando menos como filtro portanto. Em resumo os raios cósmicos são radiações advindas de fora da Terra.

 24) O que é um PET / CT?

R: O PET / CT é um aparelho híbrido que combina e funde as imagens de um tomógrafo com as imagens captadas por detectores de radiação emitida pelo radionuclídeo incorporado no paciente. A medicina nuclear efetua seus exames com a monitoração de radioisótopos que foram ministrados ao paciente e sua atuação metabólica. Utiliza-se da marcação de medicamentos que irão se combinar com determinados elementos dentro do corpo humano permitindo mensurar o seu deslocamento ou acúmulo. O iodo, por exemplo, é particularmente incorporado pela glândula tireóide. Assim sendo, se um paciente ingere um composto contendo iodo radioativo, após algum tempo, com um conjunto de detectores de radiação, mapear os locais de maior concentração no organismo. O tecnécio tem preferência de agregação aos ossos, em outro exemplo, permitindo observar e mapear o esqueleto após algum tempo da incorporação da dose. No caso do PET o radionuclídeo usado é um pósitron emissor, daí o seu nome (iniciais de Positron Emission Tomography). A emissão de uma partícula beta positiva resulta na desintegração com um fóton monocromático de energia igual 0,511 MeV em coincidência de 180º. Traduzindo: O elemento radioativo utilizado neste exame decai emitindo dois fótons de energia única, um na direção oposta do outro. Esta característica única permite localizar pequenas emissões ou pequenos volumes. A utilização mais difundida atualmente é o exame associado à moléculas de glicose. A glicose é requisitada pelo organismo em maior escala pelas células em multiplicação. Como o câncer tem associado uma multiplicação descoordenada de células, é fácil detectar focos deste quando ainda muito pequenos. Com este método fica facilitado o seu tratamento pois é detectado mais precocemente.

 25) Quais os efeitos biológicos das radiações?

R: Muitos são os efeitos no organismo devido à exposição de radiações ionizantes. É importante entender aqui que a exposição à radiação significa uma transferência de energia para o organismo que se traduz em dose; e, o efeito desta absorção se chama dose absorvida. Esta varia em função do tipo de radiação presente e sua energia. Os seus efeitos , por sua vez, dependerão também da quantidade total de dose e da taxa de tempo na qual ela se depositou no organismo.
Fazendo uma analogia podemos perguntar: Que efeito tem uma pessoa tomar uma garrafa de bebida? Várias respostas serão possíveis. Se a bebida possuir grande teor de álcool e for consumida em pouco tempo, o resultado será uma bebedeira. Se for ao longo de um ano, terá poucos efeitos observáveis. Se no entanto a pessoa consumir um litro de uma bebida forte em uma hora o resultado será certamente dramático, no mínimo uma coma alcoólica, ainda assim variará de pessoa a pessoa.
Com a radiação sucede o mesmo. A resposta depende do tipo de radiação, da sua quantidade e do período de absorção pelo organismo.
Estatisticamente foram determinados alguns efeitos em função da dose absorvida. Estes passam por simples náuseas, vômito, reação da pele (queimação), problemas hematológicos, gastrintestinais, e em casos extremos, até a morte. As primeiras vítimas a terem seus casos relatados e estudados foram os sobreviventes dos bombardeios atômicos das cidades de Hirochima e Nagasaqui, no Japão ao final da segunda grande guerra. Mais recentemente (1986) a população e os que trabalhavam na central nuclear que explodiu em Chernobil, na Ucrânia; foram também expostos a altos índices de radiação e sua saúde está sendo objeto de estudos até hoje.

 26) Quanto custa um “lençol de chumbo”?

R: As mantas de chumbo utilizadas na proteção radiológica devem ser feitas com o elemento puro, sem impurezas. Elas são laminadas na espessura necessária para proteção das paredes e portas de acordo com a orientação do projeto de radioproteção específico da sala. (ver item 27) A espessura necessária é determinada em função de vários fatores entre eles o tipo de equipamento, a ocupação das áreas adjacentes, a quantidade de exames realizados e outros. Esta espessura pode variar de décimos de milímetro até 3 ou 4 milímetros de espessura. A NUCLEO comercializa todas as espessuras  mandando laminar a manta conforme a necessidade do cliente. Como o chumbo é vendido por quilo, este atendimento particular evita o gasto com espessuras desnecessárias e conseqüentemente economizando os recursos para serem investidos em outros itens. Consulte-nos para saber o preço atual do chumbo pois ele varia de acordo com o mercado internacional.

 27) Preciso tirar licença na CNEN? Como faço? Que documentos devo apresentar?

R: A CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) é o órgão legislador máximo em se tratando de radiações ionizantes no Brasil, estabelecendo as normas de utilização das fontes e determinando os limites máximos de dose. A CNEN também regulamenta o uso de fontes radioativas e de fontes de radiação de alta energia. No entanto, instalações com aparelhos produtores de raios-x de uso médico, incluindo os tomógrafos, não são licenciados pela CNEN e sim pela Vigilância Sanitária. As instalações de Medicina Nuclear e Radioterapia são fiscalizadas pela CNEN e pela Vigilância Sanitária. Para licenciamento deste tipo de instalação há um protocolo de exigências e providências a serem obedecidas. Entre elas a de um médico especialista com titulação reconhecida pela CNEN como responsável técnico da empresa. A NUCLEO pode desenvolver e acompanhar os seus processos de cadastramento de instituição junto ao CNEN. Consulte-nos a respeito.

 28) Quem deve segurar o paciente durante o exame, se necessário?

R: Quando esgotadas as possibilidades de contenção física por meio de outros modos, o paciente deve ser sustentado por um acompanhante, de preferência do sexo masculino e se possível não em idade de reprodução. Sempre que possível solicite a um acompanhante que segure o paciente nesta necessidade. Na falta de um acompanhante deve haver rodízio entre os funcionários do local que não são ocupacionalmente expostos. Só em casos extremos é que os técnicos devem efetuar aste procedimento, pois já estão expostos à radiação em sua rotina de trabalho. O rodízio é benéfico pois distribui a dose coletivamente.

 29) O que é radiometria ou levantamento radiométrico? Para que serve?

R: A verificação do nível de radiação e sua quantificação em um determinado lugar é a medida da radiação nos arredores (vizinhanças) de uma fonte de radiação. Esta medida deve ser feita de modo a assegurar que as blindagens instaladas para conter os raios o fazem de maneira apropriada. Este levantamento da situação deve ser feito a cada quatro anos nas salas de radiologia conforme exige a portaria 453 da ANVISA, ou quando houver alteração na estrutura física ou no equipamento instalado na sala. Uma radiometria periódica é a garantia de que as salas vizinhas à de exames estão seguras.

 30) Como posso saber se estou tomando radiação a mais do que deveria? Quanto posso receber?

R: O recebimento ou exposição à radiação ionizante deve estar sempre associado a um balanço risco versus benefício. A radiação provoca efeitos diversos em pessoas distintas, ou seja, cada um tem um patamar de “tolerância” particular. De forma geral pode-se afirmar que a chave de tudo é a dose. Como o filósofo Paracelso afirmava: Todas as coisas têm veneno, nada é sem veneno, apenas a dose faz a diferença. O comitê internacional de proteção radiológica estabeleceu limites de dose, que  foram adotados pelo Brasil que nos dão uma base legal para as doses máximas permissíveis. Estes valores foram determinados por um nível abaixo do qual não se observam efeitos danosos a saúde. O valor máximo anual está estabelecido em 20 mSv por ano para trabalhadores ocupacionalmente expostos e para o público em geral o valor é de 1 mSv por ano (Norma CNEN 3.01). Para se conhecer qual a exposição recebida ocupacionalmente deve-se utilizar dosímetros pessoais durante toda jornada de trabalho. Estes dosímetros devem ser fornecidos por uma entidade certificada pela CNEN, a qual supervisiona estes serviços.

 31) O que é dosímetro?

R: São dispositivos que medem a dose de radiação acumulada durante um determinado período. O dosímetro individual ou monitor pessoal de dose deve ser usado como EPI por todo funcionário ou trabalhador que se exponha regularmente à radiação ionizante. Estes são denominados de trabalhadores monitorados. Os dosímetros podem ser de filme ou TLD, os mais comuns hoje, principalmente pela facilidade de automação do sistema de leitura, que deve ser mensal. A NUCLEO oferece este serviço, saiba mais entrando em contacto conosco.

 32) Onde devo posicionar o dosímetro padrão?

R: O dosímetro padrão não deve ser utilizado para outro fim que não o de servir de referência para a “radiação de fundo” de uma determinada instalação. Ele deve permanecer em uma caixa onde são colocados ao fim do expediente de trabalho os outros dosímetros da clínica.  Eles se destinam a no fim do mês descontar a radiação de fundo das leituras individuais. O armário ou caixa  deve estar posicionado em local arejado, livre da exposição do sol e principalmente longe de fontes de calor e radiação. Um local recomendado é junto a administração ou recursos humanos, junto ao cartão ponto ou similar, de forma que haja controle de seu uso diário como EPI.

 33) Quando devo usar um dosímetro pessoal?

R: Quando, em função de seu trabalho, estiver continuamente exposto à radiação ionizante. O dosímetro deve ser utilizado durante toda jornada de trabalho e não apenas quando entrar na sala de exames. Isto vale em especial para serviços com mais de uma sala de exames.

 34) Os dentistas também devem usar obrigatoriamente dosímetros?

R: Se o serviço é de pequeno porte e poucas radiografias são “batidas” até um limite de carga de trabalho inferior a 4 mA.minuto por semana, não há necessidade legal de ser monitorado. Caso contrário, sim deve usar o dosímetro. No caso de clínicas específicas de radiologia oral, todos os trabalhadores ocupacionalmente expostos devem receber treinamento específico e serem monitorados.

 35) O dosímetro deve ser usado sobre ou debaixo do avental plumbífero?

R: O dosímetro deve ser usado sempre próximo à lapela. Desta forma estará medindo a exposição em um local próximo aos dois órgãos particularmente sensíveis à radiação: a glândula tireóide e os cristalinos dos olhos. Ao utilizar aventais e colares protetores de tireóide use o dosímetro para fora. Só assim poderá saber qual a exposição recebida pelos membros não protegidos como braços e pernas. Ao fim do expediente, guarde o dosímetro junto ao padrão em ambiente livre de radiação.

 36) O que é radiação de fundo (em inglês: back ground radiation)?

R: São as radiações presentes  naturalmente em qualquer lugar da Terra. Além das mencionadas no item anterior, estamos também sujeitos a outras fontes de radiação, seja devido a formação geológica ou a minerais presentes em determinado lugar, seja pelo material utilizado na construção da edificação onde estamos. Devido a estes fatores, a radiação de fundo varia geograficamente e topograficamente (varia com a altitude) devido ao escudo que a atmosfera representa para nós. Os diferentes materiais de construção utilizados podem possuir diversos radionuclídeos incorporados. A área pode conter traços de tório (ou outros elementos) em quantidades diferentes conforme o lugar de sua origem. As pedras também podem conter mais ou menos elementos radioativos presentes e assim por diante com os outros materiais empregados na construção da edificação. Esta variedade de valores é que nos obriga a medição da radiação de fundo para ser subtraída das leituras dos dosímetros pessoais ou dos valores medidos em uma radiometria. Por este motivo o dosímetro padrão deve ficar fora de exposições de radiação dos aparelhos emissores da clínica. (vide item 32)

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